Pe. Julián Carrón durante a missa em Caravaggio pelos 50 anos de sacerdócio

«Gratos a Cristo»

Uma missa no santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, na região de Bérgamo, para celebrar os cinquenta anos de sacerdócio do padre Julián Carrón e o seu 75º aniversário
Matteo Rigamonti

«Agradeço a todos por terem vindo até aqui para agradecermos juntos ao Único por quem vale a pena viver; não temos nada mais interessante a fazer do que testemunhar uns aos outros o que Cristo significa para a nossa vida.» Foi com estas palavras, antes de rezar o Ângelus, que o padre Julián Carrón – Presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação de 2005 a 2021 – saudou as pessoas reunidas no Santuário de Santa Maria del Fonte, em Caravaggio, na tarde de sábado, 22 de março, para a missa celebrada por ocasião do quinquagésimo aniversário de sua ordenação sacerdotal; foi também relembrado o seu recente aniversário (75 anos comemorados a 25 de fevereiro).

A missa pelos 50 anos de sacerdócio de Pe. Carrón em Caravaggio no dia 22 de março de 2025

Cerca de mil pessoas estavam presentes, vindas principalmente da Lombardia e reunidas no pátio em frente à igreja, para saudar o sacerdote espanhol. «Graça» foi a palavra com que Carrón abriu a homilia («espero que este aniversário seja uma nova ocasião para nos darmos conta da graça que todos nós recebemos») e com que a concluiu: «A graça imerecida que recebemos não nos é dada apenas para nós, mas para todos», num momento em que «tantas pessoas estão em busca de um significado, de uma esperança para a própria vida». O único que responde, continuou Carrón, é Jesus, que diz: «Eu não vim para os sãos, mas para os doentes, para os necessitados», para os que têm «fome e sede». «Quanto mais O vemos acontecer», concluiu Carrón, «mais cresce a gratidão, aquela que hoje expressamos a Cristo».

O homenageado expressou gratidão por don Giussani, pelos «amigos aqui presentes, vindos de diferentes realidades da vida da Igreja e da sociedade civil, além dos que me manifestaram o seu afeto e proximidade, companheiros de caminho que encontrei ao longo do meu ministério sacerdotal. Em particular», disse, «agradeço de coração a mensagem que o Davide Prosperi quis dirigir-me, a mim e a todo o movimento de Comunhão e Libertação».

No final de um breve momento de cantos, que encerrou as comemorações, o padre Carrón quis também «agradecer com carinho» ao arcebispo de Madrid, cardeal José Cobo, e ao arcebispo de Milão, Dom Mario Delpini, «pela paternidade com que sempre me acolheram»; ao bispo de Cremona, Dom Antonio Napolioni, e ao reitor em fim de mandato do Santuário, Dom Amedeo Ferrari, «pela disponibilidade em acolher esta celebração».