Miguel Mañara - mistério em seis quadros - ARQUIVO LIVRO DO MÊS

Miguel Mañara - mistério em seis quadros

29/03/2017

Há o homem grande e o homem pequeno, há o homem maduro e há a criança, mas a trama da humanidade, a trama do coração existe tanto no homem maduro como na criança. Nós somos crianças, mas somos chamados por este caminho, onde nada é perdido, nada é omitido, nada é, sobretudo, renegado. Mas tudo é reencontrado, tudo é, finalmente, encontrado.
Da aparência da beleza vem a dor que a faz resgatar e, finalmente, amar, porque a palavra amar não tem qualquer possibilidade de ambiguidade: é afirmar com espanto, com o espanto de todo o próprio ser, o Outro, o Destino e esta presença do Destino, este sinal, este corpo do destino que são o outro homem e o céu e a terra e tudo o que acontece.
O meu bem, a minha dor e o meu mal tornam-se dignos de amor, tudo é novo. "Tudo é novo", diz São Paulo. Eis que passou o que é velho, já não existe, somos crianças, mas esta é a estrada pela qual somos chamados, frente a todas as coisas. Não há que omitir ou renegar nada, não há qualquer mutilação. Há só uma ressurreição.

(Luigi Giussani, "A descoberta de don Juan" in As minhas leituras)


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