Ascoli Piceno. Cerimônia de intitulação a "Dom Luigi Giussani" da Escola estadual de educação infantil e ensino fundamental - Iniciativas em memória de Dom Giussani

Ascoli Piceno. Cerimônia de intitulação a "Dom Luigi Giussani" da Escola estadual de educação infantil e ensino fundamental

15/12/2006

Uma escola para a pessoa
(por Adolfo Leoni)

No dia 15 de dezembro aconteceu a cerimônia de dedicação da primeira escola pública italiana a Dom Giussani, “extraordinário protagonista da vida civil e religiosa do nosso tempo”.

Na cidade italiana de Ascoli Piceno há um grande bairro. É Monticelli, com prédios nas ruas planas e casas na colina. Quase no meio do caminho entre os dois, há vinte cinco anos existe um grande edifício verde, que não contrasta com o ambiente, mas se mistura com ele. É uma escola pública e laica como muitas, no entanto, única pelo nome que há alguns dias a distingue. É a Administração de Ensino Público, Escola Infantil e Primária Dom Giussani: seiscentos alunos. A primeira na Itália a ser dedicada ao “extraordinário protagonista da vida civil e religiosa do nosso tempo”, como sublinhou o prefeito da cidade, Pietro Celani, este “padre e grande educador”, como lhe fez eco o bispo Silvano Montevecchi um instante antes de dois alunos descobrirem a placa fixada fora do edifício.
O evento aconteceu no dia 15 de dezembro. Havia muitas pessoas em frente aos portões: os pais dos alunos, os professores, a diretora da escola Agnese Ivana Sandrin, o bispo, o prefeito Alberto Cifelli, o magistrado Giuseppe Dimastrogiovanni, o coronel da guarda civil Sante de Pasquale, o presidente da Fudação Carisap Vincenzo Marini Marini, pessoas com funções diferentes reunidas para testemunhar a proximidade das instituições e do território. Muitos deles trabalharam para que o nome de Dom Giussani fosse a marca da escola e de seu método de ensino.

Potência educativa
Um dossiê burocrático complexo, preparado com determinação pela diretora Sandrin, incluído pelo prefeito dentro do projeto “dedique sua escola”, aprovado pela Prefeitura com uma autorização especial (senão, teria sido necessário decorrer dez anos da morte de Dom Giussani). Uma escola, uma cidade e um território juntos que, dizendo sim àquele nome, reconheceram toda a sua potência educativa adequada exatamente para enfrentar a multiplicidade das culturas e das expressões presentes. “Nossa escola – lembrou Sandrin, verdadeiro motor da iniciativa – não poderia ser dedicada a um nome qualquer, mesmo do local, apenas como uma lembrança. Queríamos um testemunho que desse sentido dinâmico à nossa ação, não como celebração do passado, mas como perspectiva para o futuro”. Já há dois anos a ideia de dedicar o complexo escolar de Monticelli tinha sido inserida no Plano Educativo, depois, o Apelo sobre a educação feito pelos intelectuais italianos em 2005 fez com que o nome de Dom Giussani fosse apresentado à escola. E aceito. “Aconteceu uma espécie de amadurecimento do tempo na minha escola, uma concomitância de experiências que produziu uma trama, um sutil tecido feito de muitas situações e ideias unidas por um fio condutor, que no fim chegou a um senso realizado levando ao nome de Dom Luigi Giussani”.

Paixão pela vida
No sábado, dia 15, em Ascoli, também estava presente um herdeiro de Dom Giussani, padre Julián Carrón, presidente da Fraternidade de CL. Na aula magna, diante de um auditório lotado de pais a quem falou da educação como proposta à razão e à liberdade, Carrón se disse “comovido por este evento, sinal de uma paixão pela vida dos meninos”. Uma paixão verificável também visivelmente. O slogan do instituto sintetiza: “Uma escola para a pessoa”. Sobre uma parede destaca-se um quadro com uma frase ao lado: “Educação é a introdução à realidade total”. No alto há uma faixa que diz: “Tudo me interessa”... pesquisar, conhecer, entender.... No corredor, o quadro de Matisse do homem que busca o infinito e uma grande foto de Dom Giussani. A paixão também é representada pelo coral de vozes brancas que, dirigido pelo maestro Mario Giorgi, recebeu Carrón com Povera Voce e depois o saudou com uma Ninna Nanna andalusa.
“Giussani levava ao liceu Berchet uma vitrola e discos – lembrou Carrón – porque a música é uma introdução à beleza, e a beleza nos arrasta e comunica um significado”. A inspetora Teresa Mircoli, que estava presente representando o Escritório Regional de Ensino, reforçou a urgência de uma proposta educativa como a de Dom Giussani nas escolas, para afastar “a incerteza dos nossos dias”.
Uma proposta que une razão e experiência. De Ascoli, um exemplo. Do céu, um sorriso.

[de Tracce, janeiro de 2007, pág. 30ss]

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